Tu que colhestes a rosa
caída à beira da estrada
e não tens beleza e nem posses,
para tê-la em tua morada;
enquanto a rosa era caída
procurava por tua guarda
pouco depois, logo em seguida,
a mesma rosa te abandonava.

A história é sempre a mesma,
não muda em quase nada,
quem rosa caída recolhe
acaba com a mão machucada.

Porque que tiras do caminho
uma criatura predestinada?
Não era teu aquele espinho,
era da rosa da beira da estrada.

Cosmo Palasio de Moraes Jr.

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